sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Então é Carnaval!

Carnaval, não te quero mal;
Só lamento a dor e a miséria daqueles que não comem;
Não possui renda para cobrir a fome dos seus;
Essa renda que  vestes, que sustenta-te...

Só lamento a propagação desenfreada das mazelas deixadas;
De muitas perdas vitais,
Das frequentes inconsequências do teu grito no trânsito.
Não te quero mal, pelo teu cunho cultural.

Que por hora muito nos onera,
Um país de muitas riquezas e fraquezas,
Essa, sentida Nordestinamente não apenas no seio de tua gente,
Mas também no lombo dos animais, esses que os sustentam.

No teu solo, onde assola a mais dura miséria.
Nas lágrimas que não ainda não endureceram o coração do homem.
Que sente a dor não apenas de perder o que tem,
Mas chora pela sofrida morte, impiedosa de um ser.

Não posso ver a bateria passar e com isso me alegrar,
Mesmo com toda a sua beleza, das belas mulatas, das baianas,dos enredos e histórias que encantam e fascinam...
Nada disso me esconde dessa tristeza da deselegante distribuição de nossas riquezas.

Cida.



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