sábado, 9 de junho de 2012

Erika que amava João,Que amava Érika...


Cidade interiorana, lá pelos lados do Norte do MT,
Érika, menina órfã de mãe e criada com amor pelo seu pai,
conheceu joão aos 11 anos, idade em que começou a alimentar
um amor de criança pelo rapaz.
Aos doze anos, Érika se desabrochando num corpo feminino,
corpo, cabelos, face que jamais eram indiferente a qualquer pessoa,
tamanha era a sua beleza.
João, em poucos olhares, descobre uma Érica encantadora e por ela
se apaixona,
Érica começa um romance, sem a permissão paterna, devido a sua pouca idade.
A linda menina moça, nada temia para viver o seu grande e primeiro amor,
Foram incansáveis fugas, para que ao amor de joão pudesse se entregar,
O tempo passava e mais Érica se via apaixonada por João,
João, rapaz simples e extremamente apaixonado.
Propos a sua querida amada, que se encontrava com seus treze anos de idade,
Uma fuga, uma vida em comum,
Sua amada, sem exitar, suas malas foi fazer,
Numa madrugada qualquer, na relva se embrenharam rumo
ao sonho de felicidade, a tal felicidade que todos procuram.
Os dois, felizes da vida, 
Érica sem se importar com a dor do querido pai,
e João sem dar ouvidos a nenhum conselho de que ela
era ainda uma menina e isso era assumir, não apenas uma relação
homem mulher, mas também uma paternidade.
Érica, além de muito jovem, pouco sabia das lides doméstica e ainda
gostava muito de brincar de bonecas.
O rapaz muito apaixonado, pouco se importava com tudo que ouvia,
O que sentia era o seu verdadeiro guia.
Assim, aconteceu, os dois se uniram e logo seus pais tiveram que aceitar essa decisão,
Foram tempos de amor, dedicação e muita atenção, 
João nutria um imenso amor por ela, tinha muita paciência com 
suas irresponsabilidades com os cuidados domésticos, quando chegava
do trabalho cansado e com fome e encontrava sua amada dormindo ou
assistindo desenhos infantis na TV.
Nenhuma contradição diário desanimava joão.
Érica a cada dia, se desabrochava em seu corpo de mulher,
Era mesmo muito bonita e fascinante.
...
Aos dezesseis anos, Érica começa a dar sinais de que a vida 
é muito mais que João...A vida é arte, é escola, é amizades...
Então o desejo de de sair para festas, como as meninas de sua idade bateu fortemente,
Sendo muito determinada,
Muitas vezes ela saia sem a permissão de João,
voltava para sua casa horas, após ao anoitecer,
João muito bravo e enciumado,
A agredia com palavras... Érica dormia,
João perambulava pela casa.
Semanas de brigas, eram ouvidas pelos vizinhos,
O amor parecia diminuir em meio a tantas desavenças,
João saia ao trabalho,
Érica saia com as amigas,
João chegava em casa, horas mais tarde Érica voltava para casa também...
Brigas,
famílias intercedendo pelo amor dos dois,
João desalentado,
Nos olhos de Érica o desejo de viver uma adolescência,
Não mais apenas com João, mas realizando atividades normais
porem não aceitas para uma menina casada.
João, começou a beber e alimentar sua raiva.
Amor e raiva, ódio!
Cade a sua Érica?
Mais um ano se passou,
Érica, agora no auge dos seus dezessete anos,
linda e graciosa.
João com seus vinte e cinco anos,
doente de amor.
Chega em casa e não encontra sua amada,
roda a cidade atrás dela,
Finalmente encontra a menina, dormindo na casa do seu sogro.
transtornado e embriagado, adentra a casa do sogro,
esbraveja, grita, ofende...
Pega a mala de Érica, agarra-a pelos cabelos e tenta levá-la de volta para casa.
O pai da menina interfere, os dois se ofendem a menina cede...
Volta para casa com o marido.
Chora, apanha.
João retoma a consciência, livre do álcool.
João chora,se humilha, 
Ela aceita as desculpas de joão e promessas de um futuro melhor.
Meses se passaram, tudo parecia voltar a rotina normal.
Érica aparentemente voltava a ser a menina apaixonada de joão.
...
Mal sabia joão da infelicidade contida de sua amada,
Que queria ir à festas dançar,
Que não conseguia esconder sua sensualidade nas roupas que vestia,
Que não via mais graça nos desenhos infantis e na sua pobre coleção
de bonecas.
A noite chegava e lá estava ela esperando por João.
Nos finais de semana, ela se entristecia ainda mais,
as amigas comentavam das festas e diziam,
viu! Quem mandou se casar cedo?
...
Num domingo qualquer,
Érica se vestiu e saiu,
Foi encontrar com umas amigas,
era fim de tarde, jovens reunidos nua praça, em frente havia uma lanchonete.
Ela se sentou com um grupo de amigas,beberam, dançaram...
anoiteceu,
Ela não voltou para o seu João,
Foi para a casa de seu pai.
Seu pai, aconselhou-a voltar para o marido.
Érica aos prantos pediu para ficar...
O pai permitiu.
João veio buscar sua amada,
O pai de Érica, vendo o estado do genro, cego de ódio, enciumado,
pois não gostou de saber que ela estava dançando e bebendo como uma
mulher livre.
Ouvindo a discussão entre o seu pai e o seu marido,
Érica, que se escondia de medo, apareceu a porta e disse:
Deixa meu pai, eu me entendo com ele.
O pai da entrou e deixou os dois a sós no portão a conversar.
João xingou Érica, ameaçou esbofeteá-lá.
Porém, tentou se acalmar e pediu para que ela fosse pegar suas coisas,
Vamos voltar para casa?
Érica se recusou,
João saiu.
Mais tarde, joão volta a gritar por Érica no portão,
Temendo acordar o pais e os vizinhos, ela saia na tentativa de acabar com
aquele escândalo.
Ela se aproxima do portão.
Ele diz:
Se você não for minha, não será de mais ninguém.
Érica, percebe que ele esta armado,
se solta das mãos de João que a segurava pelo braço.
A menina na tentativa de fuga corre para a porta e grita pelo pai.
Cai, na porta, com dois tiros, um na cabeça e outro nas costas.

Dispara a arma contra  a própria cabeça.
Cai, morto ao portão da casa do sogro.
gritaria, comoção, lágrimas, tristezas, revolta.
pobre pai!
pobre mãe!
infeliz "amor''.
Que destrói e nada se constrói.


     <Cida>,>>>>     fato verídico...

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